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Digitalização industrial

Sistema de monitoramento de OEE: coleta na máquina, perdas no painel.

O sistema de monitoramento de OEE lê o estado de cada máquina, conta peças e refugo e calcula disponibilidade, desempenho e qualidade a cada ciclo. O resultado aparece no painel do turno, com a parada nomeada, e segue para o ERP e o MES. A ELVEX desenvolve o sistema sobre o CLP e os sensores que a planta já tem.

O que mede

O que o sistema de monitoramento de OEE mede?

Ele mede três fatores e os multiplica: disponibilidade, desempenho e qualidade. O resultado, o OEE, mostra que parte do tempo planejado virou produto bom.

A conta só é confiável quando tempo, contagem e refugo vêm da própria máquina, e não de uma anotação feita ao fim do turno.

  • Disponibilidade

    O tempo em que a máquina produziu sobre o tempo planejado. As paradas entram aqui.

  • Desempenho

    A velocidade real sobre a velocidade ideal. As microparadas e a marcha lenta entram aqui.

  • Qualidade

    As peças boas sobre o total produzido. O refugo e o retrabalho entram aqui.

A fonte do dado

De onde vem o dado de cada máquina?

Do próprio equipamento. O sistema lê o estado e a contagem no CLP, em um sensor instalado na máquina ou em uma câmera que conta as peças, conforme o que a máquina já oferece.

Máquina sem saída digital recebe um sensor de retrofit, que gera o pulso de cada peça e o estado de funcionamento. Quando nenhuma leitura automática é possível, o dado fica como apontamento do operador. O levantamento técnico define isso máquina por máquina.

As perdas

Quais perdas o painel mostra?

Ele mostra onde o tempo planejado se perdeu: em paradas, em velocidade abaixo da ideal e em peças refugadas. A literatura de manufatura enxuta agrupa essas perdas em seis grandes categorias, e o painel as separa para que cada uma tenha dono.

  • Falhas e quebras

    A máquina para por defeito e fica sem produzir até o reparo.

  • Setup e ajustes

    A troca de produto ou de ferramenta consome tempo planejado.

  • Pequenas paradas

    Interrupções curtas, que quase nunca são anotadas e somam horas.

  • Velocidade reduzida

    A máquina roda, mas abaixo da velocidade ideal.

  • Defeitos e retrabalho

    Peças que saem fora da especificação e não viram produto bom.

  • Perdas de partida

    Refugo e ajuste entre ligar a máquina e atingir o regime estável.

A tela

O que cada pessoa vê na tela?

Cada perfil vê o que precisa para decidir. O operador vê a meta e o ritmo do turno. O líder vê as paradas abertas. O gerente vê o OEE por turno e as perdas por motivo. A diretoria vê o consolidado da planta.

A base de dados é a mesma para todos. O que muda é a tela e a frequência de leitura.

A integração

Como o OEE chega ao ERP e ao MES?

O sistema envia ao ERP e ao MES a produção, o refugo e o tempo produtivo e parado de cada ordem. É a integração com ERP e MES que a ELVEX desenvolve para o sistema que a planta já usa, sem exigir a troca dele.

Os campos e a frequência do envio dependem da interface que o ERP oferece. A viabilidade é confirmada antes da proposta, com a TI da planta.

Especificação

Qual fonte de dado serve a cada tipo de máquina?

Fonte do sinal de OEE por situação da máquina
Situação da máquinaFonte do dadoO que se obtémLimite
Máquina com CLP que expõe dadosLeitura direta do CLPEstado, contagem e alarmes na frequência do CLPDepende do protocolo e do acesso liberado pela planta
Máquina sem saída digitalSensor de retrofitPulso de peça e estado de funcionamentoNão identifica sozinho o motivo da parada
Linha com peças em fluxoCâmera de contagemContagem por item, sem sensor em cada pontoA precisão é medida em teste com o produto
Informação que só a pessoa conheceApontamento do operadorMotivo da parada e ajustes de setupDepende de o operador registrar no terminal
Limites

Quando um sistema de OEE não resolve?

Quando o problema não é de medição. O sistema mostra onde está a perda, mas não a corrige: a decisão e a ação continuam com a operação e a manutenção.

Também não compensa em uma máquina isolada, de baixo volume e com poucas paradas, em que um registro manual simples já dá a resposta. O levantamento compara o custo da medição com o tamanho da perda antes de propor qualquer coisa.

Perguntas frequentes

O que costuma ser perguntado antes de pedir proposta?

  • Como calcular o OEE de uma máquina?

    O OEE é o produto de três fatores: disponibilidade, que é o tempo produzindo sobre o tempo planejado; desempenho, que é a velocidade real sobre a velocidade ideal; e qualidade, que é o número de peças boas sobre o total produzido. O resultado mostra que fração do tempo planejado virou produto bom. A conta só é confiável quando tempo, contagem e refugo vêm da própria máquina.

  • O sistema de OEE exige trocar as máquinas?

    Em geral, não. O sinal vem do CLP, de sensores adicionados à máquina ou da contagem por câmera, conforme o que o equipamento já oferece. Máquinas sem saída digital recebem sensor de retrofit. A viabilidade é confirmada no levantamento técnico, máquina por máquina, antes da proposta, e o sistema se integra ao que a planta já opera.

  • Qual a diferença entre medir o OEE na máquina e em planilha?

    Na planilha, o dado é digitado ao fim do turno, com paradas curtas esquecidas e motivos aproximados. Na medição automática, cada parada e cada peça são registradas quando ocorrem. A diferença aparece sobretudo nas microparadas e na velocidade reduzida, perdas que a digitação raramente captura e que somam tempo perdido ao longo do turno.

  • Como monitorar o OEE de uma linha de produção em tempo real?

    O sistema lê o estado e a contagem de cada máquina da linha no CLP, em sensores ou por câmera, e recalcula disponibilidade, desempenho e qualidade a cada ciclo. O resultado aparece no painel do turno, com a parada nomeada, e o OEE da linha é consolidado a partir das máquinas. O dado chega ao ERP e ao MES sem digitação.

  • O que é um bom valor de OEE?

    Depende do processo. A referência mais citada na literatura de manutenção produtiva total para classe mundial é 85%, combinando 90% de disponibilidade, 95% de desempenho e 99,9% de qualidade, mas muitas linhas operam abaixo disso por razões legítimas, como a troca frequente de produto. O uso mais útil é acompanhar a evolução da própria linha, e não comparar números entre processos diferentes.

Qual linha perde hoje sem que alguém saiba dizer onde?

A ELVEX começa pelo levantamento técnico da linha e mostra, máquina por máquina, de onde o dado pode vir.