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Visão computacional

Visão computacional por segmento: onde cada indústria começa

A tecnologia de visão computacional é a mesma, mas o primeiro ponto de aplicação muda com o setor. Este guia mostra, segmento a segmento, o que costuma ser inspecionado, contado ou lido, e onde a câmera não é a ferramenta certa.

João Pedro Fiorin5 min de leitura
Esteira longa de seleção de maçãs vista de cima, com várias fileiras de frutas em movimento
Fileiras de frutas na esteira de seleção, vistas de cima, uma a uma diante da câmera.

A visão computacional industrial usa a mesma base técnica em qualquer setor, mas o ponto em que ela se paga é diferente em cada um. Em bebidas, é a conferência de cada unidade no ritmo da enchedora. Na injeção de plásticos, é a peça na saída do molde. Na madeira, é a classificação da matéria-prima que varia. Conhecer o ponto de partida do seu segmento encurta o caminho até a primeira aplicação.

Visão computacional para a indústria de alimentos

O foco costuma ser a embalagem e o lote: leitura de código e OCR de lote e validade, conferência de rótulo e de fechamento, e inspeção de defeitos aparentes no produto ou na embalagem. A rastreabilidade de lote para auditoria sanitária é o fio condutor, tema de OCR, código de barras, DataMatrix e QR Code na indústria. O detalhe do setor está em indústria de alimentos.

Visão computacional para bebidas

Linhas rápidas, com troca frequente de formato, dependem de uma sequência de conferências: nível, tampa, rótulo, data e contagem. A câmera confere cada unidade no ritmo da linha, no lugar da amostragem manual. O ponto de atenção é a velocidade: o tempo de exposição e o sincronismo definem se a imagem sai nítida. Veja bebidas.

Frigoríficos

A linha de abate exige contagem e inspeção em ritmo alto, na pendura, na carcaça e na higienização, com registro para auditoria e para a habilitação de exportação. O ambiente úmido e frio impõe requisitos próprios à câmera e à iluminação. A cadeia de frio pede outro tipo de monitoramento, descrito em Monitoramento de câmara fria: alerta a tempo e registro auditável. Veja frigoríficos.

Plásticos e injeção

Na saída da injetora, a câmera inspeciona e conta as peças: rebarba, falha de enchimento, peça incompleta, cor fora do padrão. A contagem de peças plásticas por visão resolve a variedade de formas que o sensor fotoelétrico não distingue. O refugo se concentra por molde, e o registro por cavidade ajuda a achar a origem. Os métodos de contagem estão em contagem automática de peças: câmera, sensor ou balança?. Veja plásticos e injeção.

Metalmecânica

A conferência dimensional e a verificação de presença de furos, roscas e componentes são os usos típicos, junto com a inspeção de superfície. Peças metálicas brilhantes pedem iluminação cuidadosa, porque o reflexo é o principal inimigo da imagem, razão pela qual a especificação começa pela luz, como explica Inspeção por visão computacional: o mesmo critério em toda peça. Medição de precisão de tolerância muito estreita pode exigir instrumentos dedicados, e o levantamento deve dizer isso. Veja metalmecânica.

Madeira e móveis

A matéria-prima varia de peça para peça, e o rendimento depende da classificação. A câmera classifica a madeira na esteira por aparência, e o critério precisa tolerar a variação natural que regras rígidas de imagem não acomodam. Veja madeira.

Embalagens

O erro de rótulo, de data ou de fechamento chega ao cliente com o produto. A câmera confere rótulo, data e fechamento depois da rotulagem e lê o lote por código ou OCR. O formato dos códigos e a escolha entre eles estão em OCR, código de barras, DataMatrix e QR Code na indústria. Veja embalagens.

Agroindústria

A agroindústria processa o que a propriedade produz e muitas vezes opera onde a conectividade é limitada, o que pede um sistema que processe a imagem localmente. A visão aparece onde há esteira ou linha de beneficiamento, na contagem e conferência de itens e caixas e na classificação do produto. Veja agroindústria.

O que muda na especificação de um segmento para o outro?

Quatro variáveis separam um projeto do outro, e todas saem do levantamento na linha. A velocidade determina o tempo de exposição, o tipo de câmera e a necessidade de sincronismo com o encoder da esteira. O material determina a iluminação: superfície brilhante, translúcida, escura ou úmida exige uma técnica de luz diferente. O ambiente determina a proteção, com requisitos de vedação e limpeza em áreas de lavação, câmaras frias e locais com poeira. E a variabilidade do produto determina o método: onde a peça é sempre igual, regras de imagem resolvem; onde ela varia naturalmente, como na madeira e no produto in natura, o critério precisa ser aprendido a partir de exemplos reais classificados pela própria equipe de qualidade.

Como decidir por onde começar em qualquer segmento?

Pelo defeito ou pela conferência que mais custa e que hoje depende da atenção de uma pessoa em cada turno. A régua é a mesma: critério escrito, amostra real, validação de falso positivo e falso negativo, e só então a instalação, método em como validar um sistema de visão computacional. O primeiro ponto deve ser escolhido pelo defeito mais caro, mas também pelo mais mensurável: com uma linha de base de refugo ou de reclamação já registrada, o resultado da câmera pode ser comparado com um número que existia antes dela. A conta de retorno está em visão computacional na indústria: em quanto tempo se paga.

Perguntas frequentes

A visão computacional serve a qualquer indústria?

Serve onde há uma decisão visual repetitiva e um critério que pode ser escrito: aprovar, contar, ler, verificar. Não serve bem quando o defeito é invisível por fora, quando o critério depende de julgamento que nem os inspetores concordam ou quando a peça não pode ser iluminada de forma controlada.

Qual segmento mais se beneficia da inspeção por câmera?

Os que têm alto volume, ritmo rápido e custo alto de defeito que chega ao cliente, como bebidas, embalagens e injeção de plásticos. A resposta para a sua planta depende do custo do defeito e do volume da linha, e sai do levantamento.

A visão computacional funciona em ambiente úmido, frio ou com poeira?

Funciona com a proteção adequada da câmera e da iluminação, que são especificadas para o ambiente. Frigoríficos, áreas de lavação e silos impõem requisitos de vedação e de limpeza que entram no projeto desde o início.

Qual a diferença entre contagem de peças por visão e por sensor?

O sensor fotoelétrico conta passagens e funciona bem com peças uniformes e espaçadas. A câmera distingue tipos, conta peças sobrepostas ou em posições variadas e pode verificar a qualidade na mesma passagem.

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Visão computacional para o seu segmento

A ELVEX parte do defeito que mais custa na sua linha, valida com peças reais e só então define o escopo.