Pular para o conteúdo
Visão computacional

Contagem automática de peças: câmera, sensor ou balança?

Câmera, sensor e balança contam peças de formas diferentes. A escolha depende do produto, de como ele passa e do que mais a medição precisa fazer. Este guia compara as três.

João Pedro Fiorin7 min de leitura
Embalagens em movimento sobre esteiras de aço inoxidável em linha de envase
Embalagens passando em fila pela esteira, o ponto em que a contagem acontece.

Contar peças automaticamente pode ser feito por sensor fotoelétrico, por balança de contagem ou por câmera com visão computacional. Cada uma serve a um tipo de fluxo. O sensor conta peças que passam isoladas e uniformes; a balança conta por peso um produto a granel de peso regular; a câmera conta quando as peças se encostam, variam de forma ou de cor, ou quando a imagem também precisa inspecionar.

Como o sensor fotoelétrico conta peças?

Um feixe de luz é interrompido cada vez que uma peça passa, e cada interrupção é uma contagem. É simples, barato e confiável quando as peças passam uma a uma, em fila, com espaço entre elas. Falha quando duas peças passam encostadas, porque o feixe as vê como uma só. Os modelos diferem na forma de detectar a peça (barreira entre emissor e receptor, reflexivo e difuso), e a cor, o brilho e a transparência do produto influenciam qual deles funciona.

Como a balança de contagem conta peças?

Divide o peso total pelo peso unitário. Serve para produto a granel em que todas as peças têm praticamente o mesmo peso, como porcas, parafusos e conectores pequenos. Não serve quando o peso unitário varia ou quando existe uma peça de outro tipo misturada, porque o erro cresce com a variação. O peso unitário sai da pesagem de uma amostra de peças, e quanto maior a amostra, menor o efeito da variação de cada uma. A resolução da balança precisa ser fina o bastante para distinguir uma peça a mais ou a menos.

Como a câmera conta peças?

Uma câmera observa o fluxo e o algoritmo identifica cada item. Conta peças encostadas, sobrepostas ou de formas e cores variadas, e a mesma imagem pode servir para inspecionar o produto. O algoritmo localiza cada item pela forma e pela aparência, e pode contar por tipo de peça. Em algumas linhas, um sensor dá o sinal de passagem que dispara a captura da câmera, e os dois trabalham juntos. Exige iluminação controlada e engenharia de câmera, e a precisão deve ser medida com o produto real, na velocidade real da linha.

Qual a diferença entre as três, lado a lado?

Critério Sensor fotoelétrico Balança de contagem Câmera
Peças encostadas ou sobrepostas Não resolve Resolve se o peso for regular Resolve
Produtos variados Limitado Não resolve Resolve
Custo de instalação Baixo Médio Mais alto
Pode inspecionar ao mesmo tempo Não Não Sim
Precisão Alta em fluxo isolado Depende da regularidade do peso Medida em teste com o produto

Onde cada método costuma errar?

Conhecer a causa típica de erro ajuda a escolher e a testar. No sensor fotoelétrico, o erro vem de peças encostadas, de peças que passam mais rápido que o tempo de resposta do sensor e de sujeira na lente ou no refletor, que reduz a margem de detecção aos poucos. Na balança, vêm da variação do peso unitário, de umidade absorvida pelo produto, de vibração da estrutura e de leitura feita antes de o valor estabilizar. Na câmera, vêm de iluminação que muda ao longo do dia, de peças sobrepostas além do que a imagem consegue separar e de um produto novo, com cor ou forma diferente, que o sistema ainda não viu. Em todos os casos, o teste com o produto real e na velocidade real expõe o erro típico antes de ele aparecer no fechamento da ordem.

Como escolher?

Pelo fluxo do produto. Se as peças passam isoladas e uniformes, o sensor basta. Se é a granel e de peso regular, a balança resolve. Se as peças se tocam, variam ou a contagem precisa de mais informação, a câmera é a opção. Usar câmera onde um sensor basta é complicar sem ganho. A página de contagem automática de peças por câmera detalha a aplicação.

Como a contagem muda conforme o tipo de peça?

O princípio é o mesmo para qualquer peça contada em linha de produção, mas a dificuldade muda com o produto. Peças plásticas saem da injetora em formatos variados e, muitas vezes, caem a granel ou numa esteira: a câmera distingue os tipos e conta mesmo quando se tocam, o que o sensor fotoelétrico não faz. Componentes metálicos pequenos e brilhantes pedem atenção à iluminação, porque o reflexo atrapalha a imagem. Produtos embalados e caixas têm formato regular, e a contagem em linha de produção ou em esteira costuma ser a mais simples, podendo ser combinada com a leitura do código para fechar a quantidade por lote, como descreve OCR, código de barras, DataMatrix e QR Code na indústria. Na agroindústria, a contagem de itens e caixas aparece em linhas de beneficiamento e expedição. A conferência automática da quantidade produzida contra a ordem de produção fecha o ciclo, e o resultado por segmento está em visão computacional por segmento: onde cada indústria começa.

Como validar a contagem?

Conta-se um lote de quantidade conhecida, confirmada por contagem manual cuidadosa, em várias velocidades da linha e com as variações do produto, e compara-se o resultado do sistema. O erro é registrado por lote, e o erro tolerado é combinado antes do teste. A lógica geral de validação, com amostra representativa e critério escrito antes, está em como validar um sistema de visão computacional.

Onde na linha a contagem deve ser feita?

O ponto de contagem define o que o número significa. Contar na entrada de um posto mede o que foi processado, e contar na saída, depois da última inspeção, mede o que foi produzido em condição de seguir adiante. Para o OEE, a conta usa a peça boa, e por isso vale contar a produção total e o refugo em pontos distintos, em vez de subtrair estimativas. Em linhas com retrabalho, a mesma peça pode passar duas vezes pelo ponto de contagem, e o sistema precisa distinguir a primeira passagem da segunda. Esse desenho se resolve no levantamento, antes da escolha do método, porque é ele que decide onde o sensor, a balança ou a câmera devem ficar.

Para que serve a contagem depois de feita?

A quantidade contada alimenta o apontamento de produção e o OEE: sem ela, o fator desempenho do indicador depende de contagem manual, atrasada e aproximada. A conta está em OEE em tempo real: a conta que mostra onde a sua linha perde, a tela do turno em andon e gestão à vista e a entrega do dado ao ERP em MES, ERP e SCADA. A contagem por câmera também abre a porta para inspecionar o mesmo fluxo, como descreve inspeção por visão computacional.

Perguntas frequentes

Como contar peças automaticamente sem interromper a produção?

Por um dispositivo instalado ao lado ou acima do ponto de passagem, que não exige parar a linha: um sensor fotoelétrico, uma balança no fluxo ou uma câmera. A escolha depende de como as peças passam. A ELVEX compara as opções para o seu produto no levantamento e mede a precisão em teste antes de a contagem valer como registro.

A contagem por câmera é mais precisa que o sensor?

Depende do fluxo. Em peças isoladas e uniformes, o sensor é igualmente preciso e mais simples. A câmera é mais precisa quando as peças se tocam ou variam, porque enxerga cada item. A precisão da câmera não é um número de catálogo: ela é medida em teste, contando uma quantidade conhecida do seu produto.

A contagem automática serve para conferir a expedição?

Serve para conferir a quantidade por lote e por turno contra a ordem de produção ou a expedição, e localizar divergências. Para rastrear cada unidade, é preciso um código único lido por câmera, que é outra aplicação, descrita na página de leitura de códigos e OCR.

Quando vale usar câmera para contar?

Quando o sensor e a balança não resolvem o fluxo, ou quando a mesma câmera também fará inspeção ou conferência do produto, dividindo o custo de instalação entre duas funções. Se a contagem é a única necessidade e o fluxo é simples, o sensor costuma ser a escolha mais econômica.

CompartilharWhatsAppLinkedIn

Contagem por câmera, testada com o seu produto

A ELVEX compara as opções para o seu caso e mede a precisão em teste antes de propor.